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Acordes e notas

Até agora falamos bastante sobre o que conseguimos tocar no violão em termos de sons individuais ou notas. Vimos que há 12 notas diferentes que recebem cada uma um nome também diferente e que elas se espalham ao longo do braço do violão. Também foi falado que para encontrarmos essas notas, precisamos de um ponto de referência que é a corda solta (1:E, 2:B, 3:G, 4:D, 5:A, 6:E – que é a afinação padrão), a partir da qual, seguindo a ordem crescente de letras (A, B, C, D, E, F, G), percorremos o braço em direção ao corpo atribuindo uma nota a cada casa ou traste. Ótimo.

Mas o violão é um instrumento que permite fazer muito mais do que isso, como vocês todos percebem (:D). Ele é um instrumento também chamado de polifônico, o que significa dizer que ele foi projetado para ser capaz de produzir mais de um som simultaneamente. E é exatamente nesse ponto que entramos com um conceito que até agora não tínhamos tratado e que é de extrema importância: o conceito de acorde.

Um acorde nada mais é do que um grupo de notas tocado ao mesmo tempo. Porém, precisamos especificar melhor como esses grupos de notas são escolhidos para serem tocados, já que não podemos chamar  um grupo de notas quaisquer de um acorde considerado válido. Apesar de o acorde ter algumas características que podemos usar para o definir e classificar, vou simplificar a discussão e levar em contar uma característica bastante comum, que é o número de notas.  Dessa forma, podemos separar os acordes em 2 grandes famílias: as tríades, que são acordes formados por 3 notas distintas, e as sétimas (também chamadas por alguns de tétrades), que são compostas por 4 notas distintas.

Dentro das tríades, classificamos os acordes em mais 4 grupos diferentes:

  • tríade maior (M)
  • tríade menor (m)
  • tríade diminuta (dim, º)
  • tríade aumentada (aug, +)

Já as sétimas (ou tétrades) se subdividem em 6 grupos de acordes diferentes:

  • sétima maior
  • sétima menor
  • sétima diminuta
  • sétima aumentada
  • sétima dominante
  • sétima menor com quinta bemol ( 7m(b5) )

O que fazemos na prática com esses 10 grupos de acordes? Nós escolhemos uma das 12 notas existentes (A, A#, B, C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#) e montamos o tipo de acorde que desejamos para essa nota de acordo com a fórmula de acorde correspondente (a ser visto em um outro post). Por exemplo, cada uma das 12 notas têm o seu acorde maior associado, o seu acorde menor, o seu acorde diminuto e assim por diante. Desse modo, para a nota C, posso ter um acorde de C M, também conhecido somente como C (dó maior), ou ainda um Cm (dó menor), um Cdim (dó diminuto), ou um C+ (dó aumentado). O mesmo vale para qualquer outra nota escolhida (incluindo as com alterações musicais também) e todas as tétrades.

O principal ensinamento desse post que eu considero e que precisa ficar entendido é a diferença básica mas muito importante entre notas e acordes. O acorde é composto por notas diferentes (3 ou 4), o que nos leva a juntar esses acordes em 2 famílias. Ao mesmo tempo que uma letra representa uma nota, ela pode também representar um acorde de um determinado tipo associado àquela nota (por exemplo, a letra  A pode ser a nota A no braço do violão ou a combinação de 3 notas para formar o acorde A maior).

Era isso, pessoal. Mais informações virão nos próximos posts para esclarecer e exemplificar o uso e a formação de acordes usando fórmulas.

Abrass!