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Instrumento versus teoria musical

Se revermos um pouco o ponto aonde chegamos no aprendizado sobre violão, constatamos que já sabemos uma porção de coisas, como estrutura do instrumento, sistema de notas – que atribuímos às casas do violão, e também formação e classificação de acordes. Até este momento, bastante foi falado, e para os propósitos do que precisávamos aprender, não houve necessidade de fazermos grandes separações ou esclarecimentos entre o que é do campo musical e o o que é inerente ao violão, até porque muita coisa se complementa e basicamente uma área auxilia de certa forma a compreensão e a aplicação prática da outra. No entanto, agora precisamos deixar claro um ponto que é crucial para a compreensão do próximo assunto: a relação entre a teoria musical (a “matéria escolar” ou a “disciplina” que trata da música universalmente) e a abordagem particular ao instrumento, ou como o violão se “comporta” dentro da música.

O nosso objetivo é juntar tudo o que estudamos em teoria até aqui e colocarmos na prática do instrumento para produzirmos música.  Embora  uma música propriamente falando envolva pelo menos 3 aspectos diferentes na sua estrutura – harmonia, melodia e ritmo – vamos começar pelos 2 primeiros, que são harmonia (sons tocados simultaneamente) e melodia (sons tocados sucessivamente, ou um após o outro). Essas duas áreas da música compreendem a mão esquerda para quem toca o violão. A mão direita fica com a função do ritmo, o que veremos no futuro.

Podemos dizer que as notas – dentre aquelas do sistema de 12 notas – quando tocadas uma após a outra são incluídas no estudo da melodia. Ao juntarmos grupos de 3 ou 4 notas distintas de acordo com regras bem definidas (que é um assunto vasto a ser visto mais tarde), montamos acordes, que são estudados na harmonia. Notas e acordes fazem parte da teoria musical e são encontrados em uma infinidade de instrumentos polifônicos (aqueles que são capazes de emitir mais de um som ao mesmo tempo), como piano, violão, viola (entre outros instrumentos de corda) etc.

Precisamos lembrar que uma nota no violão corresponde a uma corda apertada em um traste ou casa, e que temos somente 12 nomes possíveis se quisermos nomear essas notas: A, A# (ou Bb), B, C, C# (ou Db), D, D# (ou Eb), E, F, F# (ou Gb), G e G# (ou Ab). Podemos também montar acordes com 3 ou mais notas se apertarmos 3 ou mais cordas simultaneamente e as tocarmos. Então, fica fácil perceber que existe uma relação entre a teoria musical e como ela se expressa através do intrumento, ou, melhor dizendo, como as regras musicais – que são válidas para qualquer instrumento – se aplicam exatamente no violão.

Com base no que foi dito, passamos ao conceito de formas de acorde, – ou moldes de acorde – da tradução livre de chord forms, termo encontrado no excelente livro de Bill Edwards chamado Fretboard Logic. Segundo o próprio Bill, forma de acorde é  um elemento puramente aplicado ao violão e que descreve simplesmente a posição predefinida dos dedos da mão esquerda sobre o braço do violão; são uma espécie de ferramenta da qual fazemos uso para produzirmos e tocarmos um acorde no violão. Esse assunto será visto em detalhes em outro post devido a sua importância para nossos objetivos.

O que deve ficar entendido nesse ponto é que o violão, assim como qualquer instrumento, possui características físicas próprias que mapeiam conceitos musicais universais. Dessa forma, uma corda tocada produz um som que por sua vez representa uma nota tratada em teoria musical. Várias cordas apertadas de acordo com um molde predefinido dos dedos da mão esquerda produzem um acorde, que também é um conceito inerente à área musical.

Nos próximos artigos, chegaremos à conclusão dessa conversa e reuniremos o que é necessário para começarmos a realmente executar música no violão.

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Acordes e notas

Até agora falamos bastante sobre o que conseguimos tocar no violão em termos de sons individuais ou notas. Vimos que há 12 notas diferentes que recebem cada uma um nome também diferente e que elas se espalham ao longo do braço do violão. Também foi falado que para encontrarmos essas notas, precisamos de um ponto de referência que é a corda solta (1:E, 2:B, 3:G, 4:D, 5:A, 6:E – que é a afinação padrão), a partir da qual, seguindo a ordem crescente de letras (A, B, C, D, E, F, G), percorremos o braço em direção ao corpo atribuindo uma nota a cada casa ou traste. Ótimo.

Mas o violão é um instrumento que permite fazer muito mais do que isso, como vocês todos percebem (:D). Ele é um instrumento também chamado de polifônico, o que significa dizer que ele foi projetado para ser capaz de produzir mais de um som simultaneamente. E é exatamente nesse ponto que entramos com um conceito que até agora não tínhamos tratado e que é de extrema importância: o conceito de acorde.

Um acorde nada mais é do que um grupo de notas tocado ao mesmo tempo. Porém, precisamos especificar melhor como esses grupos de notas são escolhidos para serem tocados, já que não podemos chamar  um grupo de notas quaisquer de um acorde considerado válido. Apesar de o acorde ter algumas características que podemos usar para o definir e classificar, vou simplificar a discussão e levar em contar uma característica bastante comum, que é o número de notas.  Dessa forma, podemos separar os acordes em 2 grandes famílias: as tríades, que são acordes formados por 3 notas distintas, e as sétimas (também chamadas por alguns de tétrades), que são compostas por 4 notas distintas.

Dentro das tríades, classificamos os acordes em mais 4 grupos diferentes:

  • tríade maior (M)
  • tríade menor (m)
  • tríade diminuta (dim, º)
  • tríade aumentada (aug, +)

Já as sétimas (ou tétrades) se subdividem em 6 grupos de acordes diferentes:

  • sétima maior
  • sétima menor
  • sétima diminuta
  • sétima aumentada
  • sétima dominante
  • sétima menor com quinta bemol ( 7m(b5) )

O que fazemos na prática com esses 10 grupos de acordes? Nós escolhemos uma das 12 notas existentes (A, A#, B, C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#) e montamos o tipo de acorde que desejamos para essa nota de acordo com a fórmula de acorde correspondente (a ser visto em um outro post). Por exemplo, cada uma das 12 notas têm o seu acorde maior associado, o seu acorde menor, o seu acorde diminuto e assim por diante. Desse modo, para a nota C, posso ter um acorde de C M, também conhecido somente como C (dó maior), ou ainda um Cm (dó menor), um Cdim (dó diminuto), ou um C+ (dó aumentado). O mesmo vale para qualquer outra nota escolhida (incluindo as com alterações musicais também) e todas as tétrades.

O principal ensinamento desse post que eu considero e que precisa ficar entendido é a diferença básica mas muito importante entre notas e acordes. O acorde é composto por notas diferentes (3 ou 4), o que nos leva a juntar esses acordes em 2 famílias. Ao mesmo tempo que uma letra representa uma nota, ela pode também representar um acorde de um determinado tipo associado àquela nota (por exemplo, a letra  A pode ser a nota A no braço do violão ou a combinação de 3 notas para formar o acorde A maior).

Era isso, pessoal. Mais informações virão nos próximos posts para esclarecer e exemplificar o uso e a formação de acordes usando fórmulas.

Abrass!

O violão e o sistema de 12 notas

Vimos até agora que o primeiro passo para aprender violão e, por que não dizer, aprender música de um modo geral, já foi dado com o sistema de 12 notas. Nesse texto quero mostrar a relação existente entre esse sistema e o violão, comentar a forma prática como identificamos e utilizamos os símbolos de alterações musicais # (sustenido) e b (bemol) quando nomeamos as notas e como se dá o percurso do braço do violão a partir da “rosa das notas” mostrada no post anterior.

O violão é fisicamente composto de várias partes. Para fins de refência e para contextualizar com o sistema de 12 notas, precisamos saber o nome de apenas 3 partes: o corpo do violão (também chamada de caixa de ressonância), o braço e a mão (ou paleta). O corpo é a parte onde o som é produzido propriamente; é basicamente uma caixa oca onde também está localizada a boca do violão (a abertura circular por onde podemos ver seu interior). O braço é a parte maciça e com a face plana onde os trastes (barras estreitas perpendiculares às cordas) estão posicionados e sobre as quais as cordas do violão repousam para serem pressionadas. Por fim, a mão do violão é a extremidade oposta ao corpo, onde as cordas são fixadas nas tarrachas (pequenos cilindros , um para cada corda, controlados por chaves giratórias) e a partir de onde contamos as casas do braço do violão.

Segurando o violão com nossa mão esquerda envolvendo o braço do violão e a mão direita sobre a boca, percebemos que há 6 cordas, contadas a partir da mais fina ou mais aguda (a que está mais abaixo)  em direção à mais grossa ou grave (acima de todas as outras).  Na figura, a pestana marca o início do braço e a primeira casa do violão. A contagem de casas parte sempre da pestana e segue em direção ao corpo.

Esse é o momento de comentarmos sobre as 12 notas e o seu papel. Como vimos, o braço do violão forma uma espécie de matriz de posições, onde as linhas são as cordas e as colunas são os trastes (que delimitam as casas). Cada posição dada pela dupla corda-casa representa uma nota.  A forma como sabemos que nota está associada a cada casa vem do que chamamos de afinação padrão do violão, na qual cada corda tocada de forma aberta (sem pressionarmos casa alguma) emite uma nota específica. A primeira corda, contada de baixo para cima, é a E (mi); a segunda é o B, a terceira é G, a quarta é D, a quinta é A e a sexta corda (mais acima) é a E (mi) novamente. Dessa forma, cada corda tocada aberta é ao mesmo tempo uma nota.

Se sabemos a nota associada a cada corda, podemos percorrer o braço do violão nomeando cada uma de suas posições (coordenada corda-casa) com a ajuda da rosa das notas vista no post anterior. Porém, antes disso, aqui entra um detalhe importante. Você vai perceber que à medida que tocamos cada uma das casas em uma mesma corda do violão a partir da mão em direção ao corpo (subindo), o som resultante aumenta em altura (fica mais agudo). Então, se estamos elevando uma nota, significa que estamos usando o símbolo # (sustenido). Por outro lado, se estivermos descendo do corpo do violão em direção à mão, iremos usar o b (bemol). Tomando a sexta corda (E mais grave) como exemplo, se tocarmos a primeira casa, estamos querendo a próxima nota que segue a nota E, que é o F. Se tocarmos a segunda casa, sabemos que é o F# (ou Gb), pois é a nota seguinte ao F; e assim por diante. Podemos usar o sutenido ou bemol livremente para as posições ou notas com acidentes, pois qualquer denominação é correta. A única diferença é que o # (sustenido) nos diz que estamos subindo da mão do violão em direção ao corpo (de sons graves para sons mais agudos ou mais altos) e o b (bemol) nos informa que estamos descendo do corpo do violão para a mão (de sons mais altos para sons mais baixos ou graves).

A figura abaixo mostra o braço do violão com todas as notas preenchidas em suas respectivas posições corda-casa (a mão do violão está à esquerda e o corpo está à direita). Lembre que a referência é sempre a corda tocada solta (ou aberta) para localizar outras notas. Se estou subindo do braço para o corpo, uso a ordem crescente das notas: A, B, C, D, E, F, G, A, B, C etc. Se estou descendo do corpo para a mão do violão, uso a ordem inversa (A, G, F, E, D, C, B, A, G, F etc). Observe também as notas com # ou bemol no nome.  Em uma determinada posição, usamos o sustenido com o nome da nota à sua esquerda (pois estamos elevando a nota anterior, ou subindo em direção ao corpo do violão para sons mais graves); por outro lado, usamos o bemol em uma nota tomando o nome da nota à sua direita (quando estamos descendo em direção à mão do violão).

Espero que tenha ficado claro para você a aplicação do sistema de 12 notas ao braço do violão. A partir disso, construiremos nosso caminho rumo ao aprendizado descomplicado do violão.

Nos vemos na próxima.

Sistema de 12 notas – o primeiro passo

Olá,

Aprender violão, ou algum outro instrumento em geral, costuma produzir no interessado a impressão de dificuldade ou de que há um caminho penoso a ser percorrido. Mais do que um fato que me entristece saber,  é uma realidade bastante comum e posso dizer que já ouvi muito esse tipo de conclusão tirada por várias pessoas. De fato, há dificuldades – ou desafios, como prefiro chamar – à nossa volta no que quer que façamos na vida, e o que se precisa é de um pouco mais de força de vontade, curiosidade para descobrir e persistência para ir um pouco além a cada nova tentativa.

Não quero prometer que seus problemas estarão acabados a partir de agora (:D), mas a minha proposta com esse blog é oferecer um pouco do que eu considero um guia simples para que você consiga reunir algumas  poucas mas importantes peças do quebra-cabeça que é tocar violão e chegue ao objetivo de reproduzir a música que você gosta de ouvir, ou pelo menos se colocar a caminho e vislumbrar um rumo para chegar até lá.

Para começar, eu recomendo aprendermos esses dois elementos: o sistema de 12 notas e o conceito de acidentes ou alterações musicais. Eles não se aplicam ao violão somente, mas são uma área essencial da teoria musical. A escolha por começar por eles veio da leitura de um livro muito interessante do autor Bill Edwards chamado Fretboard Logic SE. Em um obra muito concisa e prática, ele descreve os fundamentos para o aprendizado eficiente da guitarra (ou violão), e estrutura o assunto de uma forma muito lógica e fácil de compreender. Muita coisa que pretendo expor nesse blog é inspiração direta desse livro.

O que chamamos de música é constituído basicamente de vários sons que, de uma forma ordenada ou harmoniosa, nos dá a impressão de ser agradável ao ouvido. Esses sons, apesar de parecerem complexos, se tomados individualmente são descritos por somente 12 nomes diferentes, que são representados pelas 7 primeiras letras do alfabeto escritas em maiúsculo (A, B, C, D, E, F, G) e pelos símbolos # (sustenido) e b (bemol).  Memorizar esse sistema desde agora é extremamente importante porque, arriscando-me até a dizer, são a espinha dorsal de toda a música ocidental.

As 7 letras (também chamadas de cifras) representam as sete notas musicais:

  • A -> lá
  • B -> si
  • C -> dó
  • D -> ré
  • E -> mi
  • F -> fá
  • G -> sol

Mas, na realidade, não existem somente 7 notas musicais, mas sim 12 notas. Além das 7 já provavelmente bem conhecidas, as 5 notas (ou sons) restantes estão distribuídas ao longo de uma espécie de ciclo que reúne todo esse grupo, de acordo com a imagem abaixo.

Sistema de 12 notas usando sustenido

Vemos ao lado algo como uma “rosa das notas” (em analogia à rosa dos ventos), como eu costumo chamar. As 12 notas aparecem nessa ordem, assim como as letras do alfabeto, e seguem infinitamente. Não há começo ou fim; basta apenas lembrar que logo após o G (sol), temos o A (lá) e pronto. As posições em vermelho foram destacadas para mostrar onde as 5 notas faltantes se encaixam.

Nesse ponto, precisamos entender como compomos o nome da nota usando as letras e os símbolos. Eles têm um significado físico (em termos de frequência sonora) e também um outro significado que indica a direção do percurso quando nos movemos de uma nota para outra.

O significado físico é muito simples e tem relação apenas com as ideias de compararmos 2 sons e dizermos qual deles é mais agudo ou mais grave em relação ao outro. Um som é mais grave que outro som quando sua frequência sonora (em Hz) é mais baixa que a do outro som;  ao mesmo tempo que é mais agudo se sua frequência for mais alta que a do som que estamos usando para comparar.

Resumindo, sons baixos são de frequência baixa e são graves. Sons altos são de frequência alta e são agudos. Para nosso propósito de nomearmos as notas em vermelho, isso nos bastará.

Toda vez que estamos elevando um som (ou nota) em altura (tornando-o mais agudo ou, também dizendo, mais alto), estaremos usando o símbolo # (sustenido). Ou seja, estamos dizendo que o som anterior foi modificado ou alterado, e agora é um novo som mais alto. Toda vez que estamos abaixando um som em altura ( tornando-o mais baixo), estaremos usando o símbolo b (bemol).

A ideia de abaixarmos e elevarmos um som (ou nota) tem a ver com o significado de percorrermos as 12 notas. Perceba na imagem que, por exemplo, entre as notas A e B há o A#. Chamamos ele de Lá sustenido, ou A sustenido, o que indica que estamos subindo do A para o próximo som mais alto que ele,  que é A#. No círculo, para fins de compreensão, indicamos que estamos subindo entre as notas quando as percorremos no sentido horário. Perceba que as notas alteradas (em vermelho) são formadas pela nota que vem imediatamente antes dela mais o símbolo #. As únicas exceções são os pares B-C e E-F, que não possuem nenhuma nota sustenido entre cada uma de suas letras. Lembre-se sempre dessa exceção.

Agora vamos para o bemol. Na imagem abaixo, vemos uma imagem parecida, exceto pelo fato de que as mesmas notas em vermelho estão nomeadas de forma diferente. Ou seja, um mesmo som (ou nota) pode ter 2 nomes diferentes.

Sistema de 12 notas usando bemol

Não existe nesse caso um nome correto para a nota em vermelho, pois qualquer um pode ser usado. A única diferença é que o bemol indica que houve alteração de um som mais alto para outro mais baixo (estamos “descendo entre as notas”, enquanto que no sustenido houve alteração de um som mais baixo para outro mais alto (estamos “subindo entre as notas”). Nesse caso, estamos percorrendo as notas no sentido anti-horário, ou seja, estamos descendo de um som para outro mais baixo. A forma de nomear é a mesma: a nota que leva o bemol no seu nome é a nota que vem imediatamente antes dela mais o símbolo b. Mais uma vez, a regra dos pares também se aplica aqui: B-CE-F não possuem notas com alterações entre cada uma de suas letras.

Então temos as seguintes equivalências:

A#= Bb; C#= Db; D#= Eb; F#= Gb; G# = Ab

Espero que essas informações tenham sido úteis. Abraços e nos vemos na próxima.

Saudações e o motivo deste blog

Olá, pessoas.

Apesar de ser um troço tão popular, a ideia de eu ter um blog sempre me pareceu meio inútil até que bastante coisa interessante passou a acontecer e acabou me fazendo mudar de opinião. Um blog é bastante útil, sim, e se formos observar em volta, muita gente faz uso deles de formas bem variadas; uns para conseguir visitantes e monetizar sobre isso, outros para alcançar notoriedade, e outros ainda para propagar webshits de todo tipo. É claro que motivo para publicar alguma coisa ou mesmo a utilidade dela vai além da questão do julgamento, e opinar sobre isso é tão útil quanto discutir se sertanejo é melhor que axé.

Mas o que me traz aqui realmente é aquela ideia inofensiva que ao mesmo tempo tem tanto poder e que, na minha opinião, foi um dos motores da invenção da própria Internet: compartilhar. Assim como uma grande quantidade de blogs que existem (espero), só quero compartilhar alguma coisa que aprendi sobre um assunto. Acho que dentre tantos possíveis, um deles tem me chamado atenção e tem ganhado força até se tornar o que eu posso chamar de um de meus projetos pessoais. Aconteceu de eu conhecer nesses últimos anos algumas pessoas, dentre elas amigas, que gostam ou tiveram contato com violão ou guitarra e que simplesmente não conseguiram levar adiante a ideia de aprender o instrumento. A partir desses contatos, fiquei curioso e me interessei bastante pelos motivos que impediram esse pessoal de ver o violão como uma coisa ao alcance deles; algo que pudesse ser tão assimilável como qualquer outra habilidade do cotidiano.

Bom, resumindo a parada toda (já que esse post é para ser curto), pretendo usar esse espaço para compartilhar opiniões minhas sobre violão e guitarra, que são os instrumentos que toco (violão há 15 anos e guitarra há uns 5) e que gosto muito. Seguem abaixo alguns objetivos desse blog então.

  • descomplicar um pouco a visão que as pessoas em geral têm sobre aprender violão ou guitarra
  • servir de uma espécie de guia modesto para quem quer começar a tocar por conta própria mas se sente sem saber por onde começar
  • comentar sobre  diferenças entre violão e guitarra
  • indicar leituras e fontes que achei interessantes
  • compartilhar um pouco do que eu sei e oferecer soluções para alguns problemas e dificuldades que eu também tive para aprender
  • aproximar ao máximo a pessoa com pouco ou nenhum conhecimento de música daquilo que ela precisa saber para adentrar esse mundo e ter mais facilidade de aprimorar o que já sabe
  • publicar algum material elaborado ou compilado por mim que expressa alguma abordagem pessoal sobre algum problema

Antes de terminar, uma pequena advertência. Não sou professor de música e poderia arriscar a dizer que mal sei para mim o que quero compartilhar aqui. Mas sou um grande entusiasta, e acho muito válida a simples ideia  de colocar à disposição algum material que possa servir de alguma forma para alguém. Então, não se decepcione se encontrar algum erro ou não concordar com o que escrevo aqui. Deixe sua opinião nos comentários e peça que qualquer informação seja revisada, para que eu torne-a tão precisa quanto possível.

Obrigado a todos e nos vemos no próximo post.